"Mereço respeito, isto é uma perseguição"

"Mereço respeito, isto é uma perseguição"

Na época anterior, o diretor desportivo do Arouca foi acusado de insultar o árbitro. Contra os dragões foi culpado de expulsar um jornalista da zona mista

Foi com surpresa que Joel Pinho viu o Conselho de Disciplina aplicar-lhe um castigo de seis meses e uma multa de 2295euro, uma sanção relativa à receção ao FC Porto, ocorrida a meados de setembro, na qual alegaram que o diretor desportivo do Arouca expulsou um jornalista do jornal "A BOLA" da zona mista. Isto numa altura em que um cronista desse jornal tinha escrito um artigo de opinião a dizer que o Arouca "devia ir parar aos distritais".

Joel Pinho referiu a O JOGO, esta terça-feira, que este castigo conhecido hoje é injusto. "Estão a condenar-me por um ato que eu não cometi e só porque um jornalista ligou para os delegados da Liga é que me estão a condenar. Alegadamente disseram que eu expulsei um jornalista da zona mista, mas não fiz isso. Não há provas, não há testemunhas, não há nada", defendeu o dirigente, revoltado por os clubes pequenos terem um tratamento diferente dos grandes: "É muito fácil multar clubes como o Arouca. Nós temos vindo a assistir a situações de outros clubes, onde há factos aos olhos de toda a gente, existem imagens e a maior parte das situações são arquivadas ou então existem castigos ou multas irrisórias. É vergonhoso, gostava que tivessem a coragem de multar factos concretos. Deveria de haver maior igualdade na análise de todos os processos e não olhar para os clubes pela sua dimensão", explicou.

Joel Pinho referiu que "vai recorrer da decisão por a considerar injusta", tal como já tinha recorrido de um castigo, que ocorreu na temporada anterior, aquando da receção ao Rio Ave. "Já no ano passado fui multado seis meses por alegadamente ter insultado um árbitro, mas não fui eu, foi o fisioterapeuta do clube [Diogo Oliveira]. Depois fomos os dois a tribunal e explicamos a situação e ambos fomos castigados, quando eu não deveria ter sido", comentou Joel Pinho, pedindo maior estima. "Mereço respeito, isto é uma perseguição. Nós [Arouca] merecemos respeito porque somos pessoas sérias e honestas e não podemos compactuar com este tipo de situações".