Hermínio Loureiro detido pela PJ na operação Ajuste Secreto

Hermínio Loureiro detido pela PJ na operação Ajuste Secreto

Os detidos são um autarca e um ex-autarca, um funcionário camarário e empresários

Hermínio Loureiro, ex-presidente da câmara de Oliveira de Azeméis e também Liga de futebol foi detido, no âmbito da operação "Ajuste Secreto" - uma investigação do Ministério Público de Santa Maria da Feira -, estando em causa a realização de obras "manipulando as regras de contratação pública", refere o comunicado da Polícia Judiciária.

O ex-presidente da câmara de Oliveira de Azeméis e vice-presidente FPF terá sido detido por suspeitas de corrupção ativa e passiva, tráfico de influências, prevaricação e peculato.

Foram efetuadas 31 buscas - "incluindo cinco camarárias e cinco em clubes locais de futebol, na qual participaram magistrados do Ministério Público e cerca de noventa elementos da Polícia Judiciária", acrescentou a PJ - e os detidos são um autarca e um ex-autarca, um funcionário camarário e empresários, com idades entre os 40 e os 60 anos. No total, foram detidas sete pessoas.

O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Isidro Figueiredo também foi detido por suspeitas de crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato e tráfico de influência A Polícia Judiciária do Norte anunciou hoje, em comunicado, que deteve sete pessoas, entre elas um presidente de câmara e um ex-autarca, por suspeitas de crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato e tráfico de influência, numa investigação que dura há um ano e que envolveu 31 buscas, designadamente a cinco câmaras municipais e cinco clubes locais de futebol.

Cerca de 90 elementos da Polícia Judiciária e vários magistrados do Ministério Público participaram na operação "Ajuste Secreto" que envolveu 31 buscas domiciliárias, designadamente a cinco câmaras municipais e cinco clubes locais de futebol.

Fonte da Judiciária adiantou que os cinco clubes de futebol que foram alvo de buscas são "todos do concelho de Oliveira de Azeméis".

"A investigação permitiu até ao momento a obtenção de fortes indícios da existência de relações privilegiadas entre os suspeitos que, ao longo do último ano, têm visado a realização de diversas obras em diferentes localidades, manipulando as regras de contratação pública", lê-se no comunicado.