Incêndios: PAN pede apoio psicológico para população de Pedrógão Grande

Incêndios: PAN pede apoio psicológico para população de Pedrógão Grande
Lusa

O deputado do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) na Assembleia da República apresentou hoje três iniciativas legislativas para reforçar o apoio psicológico aos habitantes de Pedrógão Grande, que se encontram numa "situação fragilizada" depois dos incêndios da região.

Explicando que no agrupamento de centros de saúde do Pinhal Interior Norte -- que abrange os concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos -- "existe apenas uma psicóloga para uma população de 133 mil habitantes e onde existem 14 unidades de saúde", André Silva vincou ser "necessário, mais do que nunca, continuar a apoiar os habitantes da região que se encontram numa situação fragilizada".

"Nestas zonas, inicia-se agora o processo de reconstrução da região e este não passa apenas pela construção de edificações e pela recriação da natureza perdida. Passa também, e em especial, por ajudar as pessoas a recuperarem da perda e a reorganizarem a sua vida que ficou, em muitos casos, destabilizada", acrescentou o deputado do PAN, que falava na sede do partido, em Lisboa.

André Silva intervinha na apresentação da candidata à liderança da Câmara de Lisboa, Inês Sousa Real.

Além do reforço de psicólogos com caráter permanente no agrupamento de centros de saúde do Pinhal Interior Norte, o PAN propôs a criação de uma equipa de intervenção psicológica de resposta aos incêndios de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.

Paralelamente, o partido sugeriu o reforço do horário dos psicólogos que trabalham nos agrupamentos escolares de Pedrógão Grande, de Castanheira de Pera e de Figueiró dos Vinhos.

"Sendo as crianças e os jovens particularmente afetados pela tragédia, para além de terem vivenciado a propagação do incêndio e de terem estado junto das famílias no combate às chamas, muitas sofreram a perda de familiares e amigos", observou André Silva.

O responsável insistiu que "as crianças representam franjas da população particularmente vulneráveis nestas situações, pelo que é urgente reforçar os seus sistemas de proteção e a capacidade de sinalização dos seus problemas".

Os incêndios de junho na região de Pedrógão Grande provocaram 64 mortos e mais de 250 feridos e consumiram mais de 53 mil hectares.

Os fogos da região Centro afetaram aproximadamente 500 habitações, quase 50 empresas e os empregos de 372 pessoas.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.