
Gerald Ciolek venceu uma prova desumana, com 245 quilómetros de frio intenso e muita chuva.
O alemão Gerald Ciolek (MTN-Qhubeka) venceu a clássica Milão-San Remo, ao suplantar nos últimos metros o eslovaco Peter Sagan (Cannondale) e o suíço Fabian Cancellara (Radioshack), mas a corrida de um dia mais longa do calendário voltou a levantar interrogações sobre os sacrifícios a que os ciclistas são obrigados: ontem, apesar de uma neutralização de 43 quilómetros, feitos de autocarro por a estrada estar intransitável, o pelotão ainda percorreu 245, enfrentando neve, chuva e vento.
As quedas foram muitas e as desistências ainda mais, em alguns casos, como o de Vincenzo Nibali, por os ciclistas não resistirem à baixa temperatura. Apesar disso, a San Remo ainda chegaram 135 corredores, após uma epopeia de mais de 5 horas e meia. "Hoje todos fomos heróis", comentou Fabian Cancellara, um dos mais suaves na análise.
