Eusébio Unzué explicou-nos que o futuro do ciclista português não tem objetivos concretos, pois a sua evolução tem superado as expetativas. Entrevista completa a ler amanhã na edição em papel e e-paper de O JOGO
"Não quero estabelecer objetivos concretos por uma razão fundamental: ele nunca deixou de progredir. Este ano deu um salto de qualidade e na Volta à Suíça já mostrou que consegue estar com os melhores e ganhar-lhes", comentou ontem Eusébio Unzué, diretor-geral da Movistar, em exclusivo para O JOGO, e sobre a nova estrela da sua equipa, o português Rui Costa.
Em entrevista que poderá ler íntegra na edição em papel de amanhã, Unzué, provavelmente o técnico mais respeitado do ciclismo espanhol, pois já orientou Miguel Indurain, Pedro Delgado e Abraham Olano, entre outros, tendo ganho por sete vezes a Volta a França, é claro sobre o futuro do poveiro: "Não colocarei nenhuma responsabilidade sobre o Rui, apenas desejo que continue a progredir. Para poder pensar em algo mais concreto há que esperar mais dois ou três anos, para que alcance maior maturidade física para as grandes voltas de três semanas e tenha maior experiência. Nessa altura chegará o momento de pensar em termos de classificação geral".
Tendo já orientado Orlando Rodrigues e Cândido Barbosa, nos anos em que a atual Movistar ainda dava pelo nome de Banesto, Unzué faz elogios a qualquer dos portugueses, mas conclui que Rui Costa os "supera em termos de ambição e progressão".