Avançado terá cláusula que lhe permitiria rescindir com os chineses do Shanghai Shenhua, caso surgisse proposta dos catalães, mas, estes desmentem o encontro anunciado para hoje
Surpresa nas notícias do mercado matinal, a anunciada transferência de Didier Drogba para o Barcelona foi desmentida pelo presidente do clube, ao início da tarde. "Se Drogba está cá, será de férias. Não sei nada disso", afirmou, Sandro Rosell, em conferência de imprensa, quando confrontado com a informação que começou por ser difundida pela TV3.
O canal de televisão espanhol noticiou que o avançado marfinense, que, recentemente, surpreendera ao anunciar a mudança de Inglaterra para a China, onde representaria o Shanghai Shenhua, era esperado em Espanha para fechar contrato com os catalães.
Ao que tudo indica, Drogba terá uma cláusula no contrato com os chineses que lhe permite rescindir, caso receba uma proposta do Barcelona, só que esta última, segundo o clube catalão, não existe. Poucas horas depois de ter surgido nos sites, a notícia foi corrigida por dois diários espanhóis, o AS e o Sport: ambos citavam fontes do Barcelona, que se demarcavam do interesse em Drogba e, apesar da abundância de detalhes postos a circular - como a hora a que aterraria na Catalunha, para assinar contrato, a custo zero -, garantiam não haver qualquer encontro marcado com o avançado nem com o respectivo representante.
A mesma ideia foi, posteriormente, reiterada pelo presidente do Barcelona, numa conferência de imprensa em que, no capítulo dos reforços, apenas confirmou a disposição de pagar o que for preciso pelo lateral-esquerdo Jordi Alba, titular da seleção e do Valência, apesar de lhe desagradar que a negociação seja "tão pública", e que o Barcelona mantém a média de "40 milhões de euros" para contratações, na nova temporada, e nem a custo zero se mostrou interessado em Drogba.
Aos 34 anos, Drogba despediu-se recentemente do Chelsea, depois de ter sido decisivo para a conquista do primeiro título europeu dos londrinos. A Juventus era outro clube interessado. O contrato na China render-lhe-á cerca de 12 milhões de euros por época.