Presidente do Barcelona quer que Mourinho responda pela agressão a Tito Vilanova, nem que isso implique, também, a ausência do novo treinador dos catalães na Supertaça
"Não concordamos que se perdoe uma agressão ao nosso treinador e não permitiremos que fique impune", avisou Sandro Rosell, presidente do Barcelona, que não gostou de ouvir o presidente da federação espanhola anunciar a intenção de conceder um indulto para os castigos que transitam para a nova temporada. Essa medida anularia a suspensão imposta a José Mourinho por agressão a Tito Vilanova, num dos primeiros escaldantes clássicos entre os colossos espanhóis.
O então adjunto, que sucedeu a Pep Guardiola no comando dos catalães, também tem castigo para cumprir, no primeiro jogo oficial de 2012/13, que marca o reencontro dos grandes rivais espanhóis, na discussão da Supertaça, a 22 e 29 de Agosto, mas nem isso demove o presidente do Barcelona da firme disposição de ver Mourinho pagar pelo que fez. "Continuaremos a defender os nossos direitos. Somos mais de ações do que de palavras. Se alguém nos causa dano, agimos pela via legal, e assim continuaremos a fazer. É a forma de defender o clube. O dinheiro que ganharmos irá para ajudar pessoas necessitadas", declarou, em conferência de imprensa, já a antecipar o triunfo num processo judicial.
Recorde-se que o indulto fora anunciado, na semana passada, pelo presidente da federação espanhola, Angel María Villar. "É o que sempre tenho feito, quando Espanha ganha algo ou sempre que fui reeleito, e assim espero que volte a ser, com um triunfo da Espanha no Europeu".