
Reuters
Os confrontos foram marcados há vários dias pela internet, tendo sido inclusivamente "convocados" adeptos de outras equipas
De acordo com a agência informativa espanhola Europa Press, os confrontos desta manhã em Madrid, que resultaram na morte de um adepto do Corunha, já estavam organizados há vários dias. Os dois grupos que se defrontaram - adeptos do Atlético de Madrid e do Deportivo - tinham, inclusivamente, "convocado" seguidores de outros clubes.
Os Bukaneros, claque radical do Rayo Vallecano, também estiveram envolvidos, assim como os Alkor Hooligans, ultras do Alcorcón, ambos em apoio dos Riazor Blues, a claque do Corunha. Ao lado da Frente Atlético estiveram os Ultras Boys, claque radical do Sporting de Gijón, que em fevereiro passado protagonizou incidentes sérios com os adeptos galegos.
A imprensa espanhola destacou o facto de o encontro não ter sido classificado como de alto risco, ou seja, o dispositivo de segurança só contava com 200 elementos e desde poucas horas antes do apito inicial. Quando são considerados jogos de alto risco, são destacados 1500 elementos de segurança com uma antecedência muito maior, incluindo o controlo das deslocações de adeptos das equipas visitantes. Isto ajuda a explicar a demora na intervenção das forças da ordem, de emergência médica e bombeiros.
A meio desta tarde de domingo, o saldo dos confrontos era de um morto ("Jimmy", de 43 anos), 12 feridos, entre eles uma agente da polícia, além de 24 detidos e outros 100 identificados.
