
Com o Sporting no horizonte, o plantel sofreu na pele a guerra entre clube e SAD.
A guerra entre clube e SAD, que escalou com o corte de luz nas instalações que servem o futebol profissional e obrigou os jogadores a banho de água fria após o treino realizado na sexta-feira no Estádio Nacional, foi encarada pelos atletas como uma falta de respeito, especialmente em vésperas de um desafio importante com o Sporting. Apesar do discurso cauteloso de Fábio Nunes, que ontem abordou a partida com os leões, demarcando o plantel desta guerra - "Só estamos focados no Sporting. Os jogadores nada têm a ver com o que se passa" -, a verdade é que a situação revoltou os atletas.
O corte de energia, que foi ordenado por um elemento da Direção, alegadamente à revelia do presidente do clube, Patrick Morais de Carvalho, foi confirmado por fonte da SAD a O JOGO e ocorreu ao princípio da tarde de sexta-feira. Ao final do dia, o fornecimento de energia foi reposto. Contactado por O JOGO, Patrick Morais de Carvalho negou o incidente e não fez mais comentários. Na origem de mais este desentendimento estará o número de bilhetes disponibilizados pela SAD ao clube para o dérbi com o Sporting. Os ingressos foram considerados insuficientes pela Direção. No contrato de venda entre o clube e a Codecity, acionista maioritária da SAD, estava estabelecido que a sociedade era responsável pelas instalações do Restelo, mas que água e luz são controladas pelo clube.
