O seleccionador português, Carlos Queiroz, mostrou-se hoje satisfeito com a vitória por 1-0 sobre a Bósnia-Herzegovina, na primeira “mão” do “play-off”, antevendo que a luta se prolongue “até ao último minuto”
“Nós queremos sempre mais, mas estamos no intervalo. Estamos a ganhar 1-0 e temos de nos concentrar e preparar bem para a segunda parte, na Bósnia”, afirmou o técnico luso, em conferência de imprensa.
Segundo Queiroz, a equipa lusa “jogou bem, dominou e criou oportunidades”, mas desperdiçou a ocasião de “tranquilizar o jogo mais cedo, dominar mais cedo”, justificando essa falha com a “valia e a qualidade da equipa da Bósnia”, que obrigou os jogadores portugueses a “arregaçar as mangas e lutar”.
“Temos de partir para a segunda parte do jogo com a mesma determinação e concentração”, frisou o seleccionador luso, advertindo que “vai ser apertado, sofrer até ao último minuto, porque ninguém ganha jogos só na primeira parte”.
Com esta vantagem, Queiroz considera que a formação bósnia terá de “abrir mais o jogo para ir à procura do resultado”.
“Estou convencido de que Portugal vai ter de jogar com uma ideia na cabeça: vamos lá para marcar, vamos estar sempre à procura de fazer um golo”, garantiu o técnico, agradecendo o “entusiasmo” do público no Estádio da Luz, que acolheu 60 588 espectadores.
O brilho da exibição lusa, para Carlos Queiroz, foi posto em causa, com as últimas oportunidades desperdiçadas, perto do fim, primeiro por Dzeko e depois por Muslimovic.
“Acho que esta última bola, que bateu duas vezes na nossa madeira, como foi no final, também retira um pouco a imagem do que foi a exibição da selecção portuguesa. O ataque da Bósnia não teve assim tantas oportunidades de golo”, referiu, advertindo que se os jogadores forem capazes “segurar mais o jogo” serão evitados “alguns destes percalços”.
A “grande tensão” faz com que o “risco e o erro estejam de mãos dadas. O diabo está sempre atrás da porta”, segundo Queiroz, que recusou ter sentido a falta do lesionado Cristiano Ronaldo e admitiu como vantagem, para a segunda-mão, as três baixas, por castigo, na selecção bósnia: “Na minha opinião até deviam ter perdido mais um ou outro”.
“Na quarta-feira, tem de ser um Portugal melhor que a Bósnia, não podemos estar à espera do resultado, temos de fazer os acontecimentos, impor o nosso ritmo e intensidade, estarmos frios e saber dominar todos os capítulos de jogo”, revelou.