A selecção da Bósnia-Herzegovina rematou por 11 vezes à baliza portuguesa, na primeira-mão do “play-off” de qualificação para o Mundial de 2010, mas Eduardo apenas efectuou uma defesa.
Os bósnios, apesar de terem enviado três bolas aos postes e à trave da baliza lusa, alcançaram uma precisão de remate de 9,1 por cento, depois de falharem o “alvo” em dez dos onze remates feitos.
Com esta “performance”, a formação comandada por Miroslav Blazevic, que até dominou na posse de bola (53 por cento), obteve o pior registou entre as oito selecções presentes nesta fase decisiva de apuramento, enquanto Portugal acertou metade dos remates, na baliza defendida por Kenan Hasagic.
Nos quatro encontros da primeira-mão, o registo português só foi superado pela Rússia, que acertou 58,3 por cento dos remates na baliza eslovena. Neste “ranking”, seguem-se Grécia e Eslovénia (40 por cento), à frente de França e Ucrânia (36,4) e República da Irlanda (33,3).
A precisão apresentada no último sábado pela Bósnia-Herzegovina, no Estádio da Luz, em Lisboa, destoa da obtida nos dez jogos disputados no Grupo 5 de qualificação, quando acertou 49 por cento dos remates, conseguindo uma percentagem semelhante à Itália, campeã do Mundo, e à selecção mais concretizadora dessa fase, a Inglaterra.
Portugal, que nos dez jogos do Grupo 1 de qualificação apenas permitiu 14 remates à baliza, ocupa, juntamente com a Suécia e a Holanda, a liderança nos golos sofridos como visitante, tendo sido batida apenas em duas ocasiões, na Albânia e na Dinamarca.
Já a Bósnia, que apenas conseguiu manter a baliza inviolável frente à Estónia, festejou 16 golos nos cinco jogos disputados em Zenica, dos quais venceu três, empatou um e foi goleado pela Espanha, campeã da Europa, tendo sofrido oito golos no total.
Com a vantagem alcançada em Lisboa (1-0), Portugal volta a jogar quarta-feira frente à Bósnia-Herzegovina, no Estádio Bilino Polje, em Zenica, na segunda mão do “play-off” de apuramento para o Mundial de 2010.