A Académica volta ao Jamor 43 anos depois da última presença. Um empate 2-2 em St. Maria da Feira frente à Oliveirense, garantiu à Briosa o passaporte para a final da Taça de Portugal.
Vencedora da primeira edição do troféu, em 1938/39, a Briosa confirmou a vantagem (2-1) que trazia da segunda-mão e confirmou os "capas negras" na final da Taça de Portugal.
Parecia uma Final! Houve animação, festa, estádio cheio, espectáculo, golos e invasão pacífica no final da partida dos adeptos da Académica. Muitas fotos foram tiradas para imortalizar o momento - Hoje há festa rija em Coimbra - E a ocasião justifica tamanha celebração.
O relvado estava em perfeito estado, as duas equipas com vontade de marcarem presença no Jamor, o tapete era pequeno, as formações aguerridas. E logo aos 18 minutos, a Oliveirense empatou a eliminatória. Depois de um lançamento para a área, a bola sobrou para Clemente, que rodou bem e rematou rasteiro para o fundo da baliza.
- Mas o sonho só durou dois minutos - Dois minutos depois, após uma bola bombeada, Marinho aproveitou a confusão para roubar a bola e restabelecer a igualdade com um remate colocado.
Foi um jogo de parada e resposta. Ao minuto 26, Hélder Cabral derrubou Oliveira na área. Grande penalidade para a Oliveirense, que Adriano ex-avançado do FC Porto se encarregou de converter e recolocar a sua equipa em vantagem.
Chegou-se ao descanso, com a Oliveirense a vencer por 2-1. Ao minuto 55, Marinho bisou e matou o jogo. Adrien com uma grande abertura lançou Diogo Valente, que levantou a cabeça e centrou para o coração da área, onde estava solto Marinho, que só teve que encostar.
A Oliveirense ainda teve a hipótese de reduzir num bomba à trave de Iván santos, mas o resultado não sofreu mais alterações. A equipa da casa, morreu na praia, perdeu a batalha, mas saiu da competição com a cabeça levantada.
A Académica aguarda agora pelo desfecho do embate de amanhã entre o Sporting e o Nacional para conhecer o adversário na Final.