O FC Porto perdeu esta noite por 2-1 frente ao APOEL de Nicósia agravando a situação em termos de apuramento para os oitavos de final. O golo cipriota foi apontado por Aílton, na cobrança de uma grande penalidade aos 41 minutos. Hulk empatou aos 89 de penalty e já em período de desconto Manduca selou a derrota da formação portuguesa. Esta foi uma partida referente à 4ª jornada do Grupo G da Liga dos Campeões.
Um resultado que permite aos cipriotas manterem-se no topo do agrupamento com oito pontos, seguidos pelos russos do Zenit com sete, aparecendo em terceiro o FC Porto com quatro e em último os ucranianos do Shakhtar Donetsk com dois pontos.
A segunda derrota dos "azuis e brancos" na edição desta época da "Champions" ficou a dever-se a mais uma exibição apagada do coletivo orientado por Vítor Pereira, que ficará na história por se ter transformado na primeira equipa portuguesa a perder com uma cipriota.
Com João Moutinho de início (suplente utilizado nas últimas duas partidas, para o campeonato), as maiores novidades entre os eleitos de Vítor Pereira terão sido a titularidade do central francês Mangala, que remeteu para o banco o argentino Otamendi, e o regresso do lateral Fucile.
O APOEL, com três portugueses no "onze" titular (Nuno Morais, Hélio Pinto e Paulo Jorge), tantos quantos os que alinharam de início pelos "dragões", rapidamente controlou quaisquer intenções mais ofensivas dos "dragões".
Hulk, apesar de ter estado de novo muito pouco eficaz, foi o protagonista dos dois remates com algum perigo dos portistas no primeiro tempo, aos nove e 19 minutos, mas ambos directos à figura de Pardo.
E foi do APOEL a primeira grande oportunidade do encontro, quando o brasileiro Aílton cabeceou ao poste da baliza portista, tendo o avançado da equipa cipriota marcado, de grande penalidade, aos 42 minutos.
Apesar de, a espaços, a turma portuguesa ter "cercado" o último reduto adversário, a verdade é que faltaram sempre soluções e criatividade para furar a organização defensiva.
Entre os cipriotas, além do muito activo Aílton, destacavam-se os portugueses Nuno Morais e Hélio Pinto, com este a servir de barómetro em todo o equilíbrio da equipa e muito assertivo quando se tratava de dirigir as transições defesa-ataque.
O reatamento fez-se sem qualquer alteração em ambas as equipas, mas, 15 minutos depois, Vítor Pereira substituiu Fernando e Varela por Guarín e James Rodriguez.
Porém, a equipa portista pouco melhorou, tanto mais que, com o tempo a correr a seu favor, os cipriotas baixavam como entendiam -- e como lhes dava jeito -- o ritmo da partida.
Depois de longos minutos de tentativas estéreis, uma iniciativa de James Rodriguez dentro da área adversária foi travada em falta, resultando num penálti marcado com sucesso por Hulk, aos 89 minutos.
Mas, um minuto depois, o brasileiro Manduca, que já jogou no Benfica, voltou a colocar o APOEL em vantagem, em jogada de contra-ataque rápido, dando a melhor sequência ao cruzamento de Charalambidis, com os portistas a reclamarem a ilegalidade do lance, por alegado fora de jogo.
Ficha de Jogo:
Jogo no Estádio GSP, em Nicósia.
Apoel - FC Porto, 2-1.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores:
1-0, Ailton, 42 minutos (grande penalidade).
1-1, Hulk, 89 (grande penalidade).
2-1, Manduca, 90.
Equipas:
- Apoel:
Urko Pardo, Savvas Poursaitidis, Paulo Jorge, Marcelo Passos, Solomou, Hélio Pinto, Nuno Morais, Charalambidis, Manduca (Alexandrou, 91), Ivan Trickovski (Solari, 85) e Ailton (Jahic, 77).
Suplentes:
Tasos Kissas, Jahic, Kaká, Tijani Belaid, Alexandrou, Solari e Satsias).
- FC Porto:
Hélton, Fucile, Rolando, Mangala, Álvaro Pereira, Fernando (Guarin, 60), João Moutinho, Belluschi (Defour, 76), Hulk, Varela (James Rodriguez, 60) e Kléber.
Suplentes:
Bracali, Otamendi, Sapunaru, Freddy Guarín, Defour, James Rodríguez e Djalma).
Árbitro:
Gianluca Rocchi (Itália).
Acção disciplinar:
Cartão amarelo para Varela (03), Mangala (41), Savvas Moursaitidis (62), Manduca (76) e Charalambidis (92).
Assistência:
Cerca de 20.000 espectadores.