Tipo vinho do Porto
B.C./A.M.
Depois de ter sido o melhor marcador da Liga Vitalis na época
passada, com 20 golos, Djalmir só jogou pela primeira vez esta
temporada no fim do Novembro, contra o Guimarães, por ter sido
operado ao joelho direito em Agosto. Mas não precisou de muito
tempo para mostrar o rótulo de goleador com que se destacou nas
divisões inferiores. Logo no seu segundo jogo, nos Barreiros,
facturou contra o Marítimo, quebrando um ciclo de seis encontros
do Olhanense sem marcar na Liga Sagres.
Com mais tempo de jogo, ganhou ritmo e rotinas, pelo que agora
está claramente no seu pico de forma. Nas últimas quatro
jornadas, só ficou em branco contra o Sporting, marcando a
Académica, Braga e FC Porto. Neste último caso,
fê-lo a dobrar e logo no Dragão. "É um momento
histórico na minha vida", reconheceu a O JOGO no fim da partida
de sábado, sem esconder a "frustração" que sentiu
pela vitória ter fugido no último lance. De resto, esta
foi apenas a segunda vez que o ponta-de-lança, de 33 anos,
marcou aos grandes: a primeira foi contra o Benfica, na Luz, em jogo da
Carlsberg Cup disputado na época passada e sob o olhar de
Maradona.
No Porto, o avançado brasileiro superou a barreira dos 100
golos nos campeonatos nacionais em Portugal - soma agora 101 -, numa
escalada iniciada em 2000/01 no Famalicão. Depois, jogou no
Belenenses, Salgueiros e Feirense, até chegar a Olhão em
2006/07. Em quatro épocas, granjeou um lugar na história
do clube algarvio, pelo qual já realizou 98 jogos em campeonatos
e marcou 48 golos.
A época passada, na qual foi preponderante na subida do
Olhanense, constituiu o clique de afirmação total em
Portugal, mas já noutros anos tinha registado números bem
interessantes. Em 2000/01, fez 16 golos pelo Famalicão, na II
Divisão B, e na época seguinte repetiu a dose até
Dezembro, mês em que saltou para o Belenenses. Em 2006/07, foi o
segundo melhor marcador da Liga Vitalis, com 13 golos, atrás de
Roberto, então no Leixões.
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