A importância de ver ao perto
SÉRGIO KRITHINAS
Há coisas que são um mistério.
Inexplicáveis à luz da ciência e que fazem
balbuciar até pessoas com poderes paranormais. José
Ramalho, árbitro assistente bem cotado e com fama de ser dos
melhores em Portugal, conseguiu não ver uma série de
agressões que se passaram a menos de um metro do seu nariz, mas
foi capaz de ver que Cardozo e Leone se agrediram mutuamente dentro de
um túnel com menos luz e ainda mais pessoas metidas ao barulho.
Talvez haja uma pessoa que o possa explicar: o próprio
José Ramalho. Por isso, mais uma vez, era bom ouvir o
árbitro assistente contar ao mundo o que aconteceu à sua
percepção. Não viu? Viu, mas não se
apercebeu da gravidade da situação? Viu, mas não
conseguiu distinguir quem deu a quem? São questões que
estão sem resposta e que assim ficarão para sempre, pelo
menos para os adeptos.
É também nestes túneis legais que se perde o futebol português.
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