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Marreco é o rei dos golos lusos
LUÍS PENA VIEGAS
Quem é o melhor marcador português em campeonatos
estrangeiros? A resposta estava a tornar-se óbvia enquanto
Cristiano Ronaldo enfiava bolas na baliza dos adversários do
Real Madrid, a um ritmo que nem obrigava a mais pesquisa, mas a
lesão no tornozelo atirou-o para a bancada. E tirou-lhe o
estatuto. Aproveitou Tozé Marreco, avançado de 22 anos do
histórico Servette, da Suíça, que já marcou
sete vezes em jogos do segundo escalão local, seguindo isolado
como o rei dos golos lusos na Europa. E, apesar de haver tentos
portugueses em quase todos os campeonatos europeus, só mesmo
Ronaldo e Makukula (tem seis) se aproximam do registo deste
ponta-de-lança formado na Académica que, antes de
reforçar o clube agora treinado por João Alves,
representou Zwolle (Holanda), Alavés (Espanha) e Mezdra
(Bulgária). "Quando cheguei, achei que não seria mau
fazer dez golos, mas já tenho sete, mais dois na Taça. O
objectivo passou a ser mais nove", confessa Tozé Marreco a O
JOGO, revelando que ambiciona ser chamado à nova
selecção de sub-23. "Já estive nos sub-21, mas
infelizmente não cheguei a jogar", recorda.
Ainda na Suíça, outros dois portugueses têm
exibido veia goleadora: João Paiva, ponta-de-lança
formado no Sporting e várias vezes internacional nas
selecções nacionais jovens, e Nélson Ferreira,
ambos do Lucerna e ambos com três golos. Números
idênticos só têm Vieirinha, ao serviço dos
gregos do PAOK, Ricardo Silva, que está na segunda
divisão russa a jogar no tradicional Shinnik, e João
Martins, o português do Ventspils, adversário do Sporting
na Liga Europa. Cadú, do Cluj (Roménia), já soma
dois tentos, tantos quantos José Gonçalves no Hearts, da
Escócia. Os restantes portugueses só marcaram uma vez,
verificando-se que em Chipre, onde actua um vasto contingente luso,
já houve 12 tentos lusos e todos de... futebolistas diferentes.
Quanto aos principais campeonatos, e excluindo o espanhol, onde Ronaldo
dá claramente conta do recado, rareia o golo de origem lusa. Em
Inglaterra, por exemplo, ainda só houve dois: um de Deco e outro
de Nani. Nisso estão iguais a Paulino Tavares, o português
que joga no Trelleborg, da Suécia.
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